Em meio à turbulência vivida por seu principal astro, o Paris Saint-Germain optou pelo silêncio. Embora acompanhe à distância a acusação de estupro contra Neymar, o clube informou ao GLOBO, através de sua assessoria de comunicação, que não se manifestará sobre o caso.

A denúncia — feita por uma brasileira com quem o jogador manteve relações sexuais em Paris — surgiu no sábado. Rapidamente, o pai de Neymar negou a história em uma entrevista na TV. Mais tarde, foi o próprio camisa 10 quem se defendeu, revelando detalhes da suposta conversa com a mulher que o acusa. Depois, Tite e jogadores da seleção se pronunciaram.

O Paris Saint-Germain, por sua vez, não quis se manifestar. Nesta quarta-feira, O GLOBO perguntou se o clube havia procurado os representantes do jogador para obter mais detalhes do episódio. Também questionou se a instituição não julgava importante se pronunciar diante da gravidade da acusação. O PSG respondeu que, por ora, não comentaria o caso.

A postura do clube tem repercutido também em Paris. O jornal “L’Équipe” fez duras críticas ao PSG e a seu “silêncio ensurdecedor”. Em entrevista à publicação, Frank Tapiro, representante do departamento de comunicação da Federação Francesa de Futebol (FFF) no título mundial do ano passado, também criticou:

— Como eles (PSG) demoram a reagir no esporte, não me surpreende que eles não reajam neste caso. Mas, diante de tal crise, você precisa falar para evitar fantasmas. Quando não se comunica, você fala muito. É um silêncio ruidoso. O silêncio às vezes faz muito mais barulho que uma palavra.

Enquanto isso, Neymar segue incorporado à seleção brasileira, em Brasília. Na noite desta quarta-feira, às 21h30, o time de Tite enfrenta o Qatar no primeiro de dois amistosos às vésperas da Copa América. No domingo, o adversário será Honduras, em Porto Alegre.

O Globo